Ausência.
Uma palavra que transmite dor.
Não importa o que virá a frente, ela continuará transmitindo espasmos de dor, descontentamento, felicidade conotativa.
A ausência de ódio não representa amor, pode representar um sentimento ainda pior: a indiferença à própria vida.
A ausência de amor não é necessariamente a presença de ódio, mas é como uma cicatriz profunda na face: não pode ser escondida, tentar disfarçar significa insegurança e falta de aceitação; as marcas são para sempre.
A ausência de um amor te deprime.
A ausência de um amigo faz você abaixar a cabeça e querer enxergar a escuridão sozinho.
A ausência de um ente querido é um poço de incertezas sobre espírito.
A ausência de coragem te leva a outros tipos de ausência.
A ausência do medo não faz de você um aventureiro.
A ausência de conhecimento empobrece a alma.
Porém, a única exceção:
A ausência das ausências não te move a viver.
Abstrata, tons claros e frios, pessoal, intransferível.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Prelúdio
Nem tudo que é previsto acaba como foi escrito pela primeira vez. Hoje o sol não apareceu, talvez tenha mesmo se escondido... As coisa estão passando tão rápidas, você pode ver? Sei que seu maior erro é não poder enxergar, mas pode me ouvir?
Não adianta se enterrar enquanto jovem.
Mesmo querendo, esse não é o único caminho.
Sinta como a estrada corre. Sempre em uma única direção, e eu me afasto, me afasto enquanto você foge.
Mas com os pés presos ao chão não olhe pro céu.
O perdão não vai curar, nem mudar.
Não adianta se enterrar enquanto jovem.
Mesmo querendo, esse não é o único caminho.
Sinta como a estrada corre. Sempre em uma única direção, e eu me afasto, me afasto enquanto você foge.
Mas com os pés presos ao chão não olhe pro céu.
O perdão não vai curar, nem mudar.
A viagem já basta
Não há meios para traduzir tudo que corre em mente. Isso, talvez, se deve à pura euforia ou a linguagem se torna escassa perto do cosmo.
Quando o ato de pensar se desprende daquilo que é rotineiro e que passa despercebido, me sobe aquela sensação estranha, como se eu estivesse num barco, sem remos e perdida na imensidão do mar. Ocorre-me que num palco cujo eu passo despercebida, haverá na platéia incrédula a esperança de uma página nova.
E então eu procuro, navego lentamente sobre perigo constante, pois não importa o quão ruim irá ser não conseguir desbravar o mar, a viagem já basta, viajar nas próprias ideias e perceber que isso satisfaz a sede de explorar o meu eu, já é um grande passo para seguir na busca do que me falta.
Assinar:
Postagens (Atom)
As palavras são as nossas aliadas. Tecnologia do Blogger.